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ELA se divide entre a rotina de dona
de casa e o trabalho. Extremamente vaidosa, tem medo
de envelhecer, de parecer mais velha, de ser traída.
Ciumenta, fareja possíveis traições
do marido em meio a crises de depressão.
ELE ama futebol, detesta as rotinas de domingo na
casa dos pais de ELA. Direto, impacienta-se facilmente,
coleciona revistas e jornais que nunca lê, nunca
sabe onde estão suas coisas e desespera-se
ao pensar que ELA esconda ou jogue fora tudo que é
seu.
Nesse eterno conflito de personalidades e expectativas
quanto à felicidade, o casal tenta desesperadamente
“salvar” seu casamento.
O espetáculo conta, ainda, com um divertido
questionário, que a platéia poderá
responder, apontando diferenças entre homens
e mulheres, e, a ETERNA GUERRA DOS SEXOS .
O TEXTO sofre influência de cronistas e de experiências
reais colhidas de entrevistas com casais sobre seu
dia-a-dia.
A DIREÇÃO, de Amauri Ernani, optou por
uma linguagem moderna, levando o público a
um certo “estranhamento” das cenas do
cotidiano, tendo como forte aliada a SONOPLASTIA,
também assinada por Amauri, composta por músicas
com temáticas relacionadas ao espetáculo.
O projeto de FIGURINO, do estilista Claudionor Cavalcanti,
lança mão do traje de noivos estilizado,
com toques versáteis que transformam as roupas,
dando-lhes um toque que mescla informal e sofisticado.
A ILUMINAÇÃO, de Adriano Fabrício,
empresta um certo tom onírico ao espetáculo,
lançando mão de tons cor de rosa para
pontuar as cenas.
O projeto de cenário e adereços, de
Andreza Crocetti e Valffe Cavalcanti transporta os
objetos do cotidiano para molduras nas paredes, fazendo
uma alusão à fotografias do dia-a-dia.
A TRAMA
A peça é dividida em 8 quadros , além
de um prólogo:
PRÓLOGO – Ciúme ao telefone –
ELE recebe uma mensagem fonada e ela quase morre de
ciúme.
A GOTA QUE FALTAVA – O casal está prestes
a se separar e discute as diferenças entre
homens e mulheres, do início do namoro à
realidade do casamento.
O FUTEBOL – 1 mês de casados. Domingo,
ELE quer ir ao futebol, ELA, almoçar na casa
da mãe.
EU E O OUTRO – ELA faz de tudo para chamar a
atenção do marido, que tenta desesperadamente
assistir a um jogo na TV.
10 MINUTOS – 2 anos de casados. ELE tenta seduzir
a mulher, enquanto esta, toda arrumada, prepara um
jantar para receber visitas.
DEPRESSÃO – Ao chegar em casa, ELE depara-se
com a mulher chorando convulsivamente frente a uma
laranja: é uma crise de TPM: Quanto mais ELE
tenta acalmá-la, mais enlouquecida ELA fica.
COMO UMA MACACA – 4 anos de casados. O casal
brinda a seu 4º aniversário de casamento.
O romance, pouco a pouco, transforma-se em uma grande
discussão por causa das mazelas do dia-a-dia.
ONDE ESTÁ? – 6 anos de casados. No meio
da noite, acordada por inacreditáveis roncos,
ELA descobre que o marido não está usando
a aliança.
POR UM FIO – 7 anos de casado. ELE vai dar uma
volta, ELA, insegura, não o deixa sair, com
perguntas intermináveis.
SÓ CAI QUEM VOA – O casal está
frente a frente à encruzilhada final. Será
que irão se separar? Os dois colocam na balança
os 8 anos de casamento.
FICHA TÉCNICA
TEXTO – PAULA GIANNINI
DIREÇÃO – AMAURI ERNANI
ELENCO – PAULA GIANNINI
AMAURI ERNANI
PROJETO DE CENÁRIO – VAL CAVALCANTTI
PRODUÇÃO – PALCO CIA DE TEATRO
FIGURINO – VAL CAVALCANTTI
CENÁRIOS E ADEREÇOS - ANDREZA CROCETTI
ILUMINAÇÃO – ADRIANO FABRÍCIO
TRILHA SONORA – AMAURI ERNANI
DESING GRÁFICO – PAULA GIANNINI
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL EM OFF: ANDREZA
CROCETTI - EDSON VANZO
SERVIÇO
DE 07/01 a 29/07
Sábados 22 h – Domingos 20 h
TEATRO SANTO AGOSTINHO
RUA APENINOS, 118 – AO LADO DO METRÔ VERGUEIRO
Maiores Informações: (11) 82497839 –
23692280 – (41) 91988809
Ingressos- R$ 50,00 (sábados)
R$ 40,00 (domingos)
E-MAIL
contato@ehoradoshow.com.br
palcoprodeucoes@hotmail.com
Duração 1:15’ - Gênero:
COMÉDIA
Classificação Etária: 12 ANOS
O QUE DISSE A CRÍTICA
GUERRA DOS SEXOS TEMPERADA POR HORMÔNIOS
- 26.03.2007
VANESSA MARTINS DE SOUZA
Logo nas primeiras cenas de CASAL
TPM, da PALCO PRODUÇÕES, DE CURITIBA,
me dou conta do porquê essa comédia de
costumes vem fazendo tanto sucesso de público
no Festival, reproduzindo a mesma repercussão
que obteve em sua estréia no Rio de Janeiro.
CASAL TPM é um verdadeiro espelho para nossas
relações com o sexo oposto. É
ultra-contemporânea.
Assistí-la pode ser mais eficaz
em nos fazer assumir nossa ridicularidade no cotidiano
amoroso que anos de psicoterapia. E se os psicanalistas
estão certos, mesmo, quando dizem que, ao começarmos
a rir de nossas neuroses estamos no caminho da cura,
eis, então, o início dela com CASAL
TPM!
Numa época em que nossas relações
amorosas, cada vez mais falidas, têm sido discutidas
à exaustão pela mídia e pelos
livros de auto-ajuda, a temática abordada é
vista como o papo da hora. Está na moda falar
da relação homem-mulher. Das diferenças
irreconciliáveis que distinguem os sexos. E
tudo com o aval da ciência, que com seu determinismo
biológico empenha-se, a cada dia, em fazer
cair por terra anos de discurso feminista em defesa
da igualdade entre os sexos. A mídia tem sido
pródiga em divulgar notícias de estudos
científicos sobre as diferenças hormonais
que norteiam o comportamento de machos e fêmeas.
A peça, enfim, é muito pop. Tanto que
já conta com blog(www.casaltpm.blogspot.com)
e comunidade no Orkut - “Casal TPM”- para
divulgação, discussão e troca
de experiências.
Bem, voltando ao nosso Casal TPM,
este é um casal (identificado por “Ele”
e Ela”) que dispensa apresentações.
É a cara da classe média. “Ele”
a-do-ra futebol, de-tes-ta a sogra, nunca sabe onde
guarda seus mais preciosos pertences, acha que teatro
é coisa de boiola e depois que casou, aprendeu
a roncar e a criar barriga. “Ela” também
é típica: super-vaidosa, ciumentíssima
(paranóica, até), dengosa, chantagista
emocional, adepta da famosa D.R. (discutir a relação)
e sofre de uma TPM ...da braba! “Huumm... tudo
muito clichê...” - torceriam o nariz,
os críticos mais exigentes? Sim, é tudo
muito clichê.
Evidentemente. Mas fazer o quê?
Se casais entediados não costumam ser criativos,
mesmo... Na verdade, o texto de Paula Gianini (que
também contracena com seu marido, o ator Amauri
Ernani) quer é isso: jogar luz por sobre os
lugares-comuns do dia-a-dia dos casais. Mas tudo sob
uma perspectiva tragicômica, claro . Aí
é que está a graça. Os diálogos
e cenas nos trazem aquelas situações
comezinhas, repetitivas(e hilárias) na rotina
dos casais, mas que torram tanto nosso saco, que chegam
a virar motivo para divórcio. É o vício
dele pelo futebol aos domingos, as crises de ciúme
dela, os bate-bocas sem propósito, as infantilidades,
a luta pela preservação do romantismo
e de uma vida sexual plena...
Amauri Ernani está ótimo,
desenvolto, adorável, como um "Ele"
cínico, provocador e auto-suficiente. Aliás,
do início ao fim, percebe-se que esta é
uma visão bem-humorada da supremacia do macho
sobre a fêmea, na interminável guerra
dos sexos. Terminada a apresentação,
consolo-me, porém, ao descobrir que o próximo
round pode estar próximo. Ouço Paula
Gianini comentar, no hall, com uma das espectadoras
(provavelmente, insatisfeita com a vitória
dos machos, como eu): "Na próxima,
vou escrever a versão para as mulheres".
Aguardemos, então.
CURITIBAINTERATIVA: WWW.CURITIBAINTERATIVA.COM.BR
- HYPERLINK 24/03/2007
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Um texto que trata com criatividade
o cotidiano, o qual diversas pessoas da platéia
se identificam ou mesmo lembram parentes e conhecidos
que vivem situações parecidas.
Paula Giannini (também autora do texto) interpreta
¨Ela¨. Amauri Ernani, seu marido na vida real,
é ¨Ele¨. O nome já é
um indício que o texto pode contar histórias
muito parecidas com a de qualquer indivíduo
presente na sala de espetáculos.
Os atores estabelecem um excelente jogo de diálogos
e movimentações no palco; certamente
a vida em comum fora dos palcos os ajuda a estabelecer
uma relação mais intensa e convincente
na peça.
O cenário caracteriza a mudança das
cenas e os atores trocam pequenos detalhes dos figurinos,
os quais se encontram dependurados em cabides, e se
movimentam ...
Os figurinos são funcionais e contribuem para
o dinamismo da montagem, pois são práticos
e caracterizam com competência as situações
vividas pelos personagens.
A luz ora transmite um clima romântico, ora
realça o stress das discussões do casal.
A trilha, primorosa, é formada por temas de
amor.
A direção aproveitou o talento dos atores
para a comédia e explorou gestos e expressões
exagerados.
Paula Giannini e Amauri Ernani dividem as suas atividades
profissionais entre Curitiba e Rio de Janeiro, alternando
a realização de comédias e projetos
em que a pesquisa folclórica é o que
impulsiona a elaboração das montagens.
São atores, diretores, produtores e administram
o Teatro Cultura, localizado no centro histórico
da capital paranaense e que se destaca na cena teatral
curitibana.
Nanda Rovere
http://www.spiner.com.br
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“Paula Giannini com seu timming e carisma diverte
a platéia” - Revista Veja SP –
Dirceu Alvez
DICA DA REVISTA QUEM
DICA DA REVISTA QUEM
POR CRISTIANE SENNA – PUBLICADA NA INTERNET
12/06/06
SE VOCÊ MORA NO RIO DE JANEIRO
E ESTÁ A FIM DE CURTIR MOMENTOS DE DESCONTRAÇÃO
JUNTO A SEU AMADO, QUEM ONLINE INDICA A PEÇA
CASAL TPM, EM CARTAZ NO TEATRO CÂNDIDO MENDES.
COM TEXTO DE PAULA GIANNINI E DIREÇÃO
DE AMAURI ERNANI (AMBOS ESTÃO TAMBÉM
NO PALCO), A PEÇA FAZ UM RETRATO BEM-HUMORADO
DA RELAÇÃO DE AMOR E ÓDIO VIVIDA
PELOS CASAIS MODERNOS.
'ELA E ELE', COMO SÃO CHAMADOS,
SÃO EXTREMAMENTE DIFERENTES. ELA SE DIVIDE>
ENTRE A ROTINA DE DONA DE CASA E O TRABALHO, É
CIUMENTA E MORRE DE MEDO DE SER TRAÍDA. ELE,
COMO TODO HOMEM, É APAIXONADO POR FUTEBOL,
NUNCA SABEONDE> COLOCA SUAS COISAS E PERDE LOGO
A PACIÊNCIA QUANDO SE VÊ OBRIGADO A COMPARECER,
RELIGIOSAMENTE, NA CASA DA SOGRA AOS DOMINGOS. NUMA
ETERNABRIGA DE PERSONALIDADES, O CASAL TENTA DESESPERADAMENTE
SALVAR O CASAMENTO.
Conversamos com Paula Giannini, que nos revelou ser,
além de companheirade> palco, esposa de
Amauri Ernani. Será que a peça tem algo
a ver com a vida> íntima do casal? Confira
a entrevista:
QUEM Online: Como surgiu a idéia
da peça?
Paula Giannini:
A peça surgiu a partir da idéia de se
abordar o universodos casais modernos. Nós,
eu e o Amauri, queríamos atuar há algum
tempo juntos em um espetáculo que falasse sobre
o amor de uma forma bem-humorada. Casal TPM fala da
bomba-relógio que pode tornar o relacionamento
de todo casal,> mas de maneira muito divertida,
buscando o riso nos conflitos rotineiros.O texto foi
construído a partir da minha experiência
com relacionamentos amorosos e de pesquisa com outros
casais, que chegaram a render algumas cenas.
QUEM Online: As
mulheres se identificam com o espetáculo?
Paula: Sim, bastante. Casal TPM fala
do conflito entre casais, mas faz também um
mergulho bem interessante em várias fases da
TPM feminina. Fala de depressão, de euforia,
de frustração, de desejos, entre outras
coisas. O público sempre nos procura para dar
seu depoimento. Muitas mulheres dizem: 'Eu sou assim
mesmo...' ou 'Nossa, isso já aconteceu comigo!!!'.
Acredito ser esse é ponto forte do trabalho,
pois além da identificação direta
com a vida cotidiana, mexe com o lado emocional, principalmente
dasespectadoras.
QUEM Online: Como
é contracenar com seu marido? Isso te inspira
para desenvolver o papel dELA?
Paula: Eu e o Amauri contracenamos
há nove anos e moramos juntos há oito.
Nossa empatia em cena é muito grande e, é
claro, os anos de experiêncianos> deixaram
cada vez mais afinados. Mas isso não significa
que tudo sejafácil. Existem momentos de tensão,
quando a intimidade acaba causando conflitos e a relação
pessoal acaba se envolvendo no trabalho, afinal, somos
um casal 'full time'. Há uma brincadeira na
abertura do espetáculo, no qual o casal ELE
e ELA> ficam de lado e os intérpretes Paula
e Amauri discutem em cena. É muito divertido!
QUEM Online: Em
uma parte da peça, o público responde
a um questionário sobre as diferenças
entre mulheres e homens. Como surgiu essa idéia?
Eles gostam?
Paula: O público adora. O
questionário é uma brincadeira que tiramos
de> testes aplicados em revistas e livros de auto-ajuda.
Ao final do questionário, o público
soma os pontos e descobre se seu cérebro é
feminino, masculino ou uma interseção
(meio feminino, meio masculino). As pessoas se divertem
muito com seus próprios resultados e com o
resultado do teste que também é aplicado
a ELE.
QUEM Online: Na
sua opinião, todos os casais vivem um eterno
conflito de personalidades?
Paula: Acho que sim. Vivemos um tempo
onde as expectativas e os ideais de homens e mulheres
já não são iguais aos de algumas
décadas atrás. Isso gera conflito. Para
se viver junto é preciso saber ceder no momento
certo, e entender que as prioridades da vida de solteiro
vão mudar. Quando se é um casal, nada
mais é individual como antes, tudo é
em dupla. EU deve se transformar em NÓS, mas
sem perder a identidade própria.
http://revistaquem.globo.com/Quem/0,6993,EQG1211837-3428,00.html
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